História da Linguiça

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Em Portugal, ela é chamada de “enchido”. E é de lá que herdamos mais essa alegria gastronômica. Se dizemos alegria não é por acaso. A linguiça tem vocação para juntar gente e para criar clima de festa. É um prato democrático, disposto a agradar todos os gostos e capaz de dar a um simples feijão sabor de final de semana.

E pensar que tudo nasceu da boa e velha necessidade humana de conservar os alimentos: quando o caçador abatia um animal muito grande, maior do que a capacidade de consumo da tribo, picava-se a carne, temperava-se com sal e ervas e a preservava nas tripas dos animas.

Há quem diga que a linguiça existe há mais de 4 mil anos, porém, registros mais exatos remontam a 2 mil anos. Nesta versão da história, a origem da linguiça é romana. Seu nome seria um derivado da palavra “luganega”, referente a Lucano. Os Lucanos foram um povo de origem samnita, que se estabeleceu na Lucânia (região montanhosa da Itália meridional) no século V a.C. Muitos séculos atrás essa tribo comandou grande parte daquela península, deixando como legado para os romanos o método de embutir carnes.

Atualmente, existem três grupos de linguiça de acordo com o processo de fabricação: fresca – a linguiça in natura, feita de carne crua; cozida – que passa por um pré-cozimento em forno industrial e defumada ou curada – pré-cozida pelo sistema de defumação. A Instrução Normativa Nº 4/2000 do Ministério da Agricultura do Brasil estabelece o que é oficialmente reconhecido como sendo Mortadela, Linguiça e Salsicha sob a legislação brasileira, especificando nomenclatura e composição de subvariedades específicas.

Fonte: Fernando Barroso